segunda-feira, 29 de novembro de 2010

RE

Eu escrevia textos muito bons aqui, com a permissão do "auto-elogio."
Agora eu tô sem tempo, me adaptando a uma vida de gente grande.
Porque eu sou grande, e não é de tamanho.
Já vem aí um ano novinho em folha e tanta coisa ainda falta pra esse acabar.
Preciso de muitas respostas até a fatal última badalada do relógio desse ano.
Esse que tá tão perto e tão longe de acabar.
O modo como algumas coisas aconteceram me deixaram muito aflita esse ano. E quando acionadas no presente do indicativo me afetam ainda.
Mas eu tô aqui. Eu sou forte pra caralho parceiro.

Algumas situações começam a ficar muito reais.
Tem coisa na vida real que não precisa exercer esse sentido.
Me fazem ter sensações estranhas.
Perder o gosto de algumas sensações.

Tudo corre cara, o tempo então ..
Não que eu esteja ficando pra traz. Quem sabe até tô reclamando de barriga cheia.
E eu tô mesmo.
Mas é que tem um sentido tão bonito. É tão bom ficar assim.
Assistir escorregadiamente o sabão cair peto do ralo no boxe, não é legal.
Você sabe que não vai usar de novo aquele sabão.
E mesmo que você lave, esfregue o próprio que era pra ser esfregado em você, pra te limpar de tudo do dia a dia, você vai ter aversão a se tornar usuário "daquilo."
Compara.

Quando você se sente assim, ainda sendo mulher e principalmente nos seus dias sensíveis é sensacional!
Você começa a realmnete acreditar que algum desvio mental não foi detectado quando preciso e por isso você tá pensando isso tudo.
Entendeu? Você dá explicações diversar, tipo Sherazade enganando aquele moço das mil e uma noites ...
Mas você sabe que só tem uma explicação.
Doi toda a vida, quer dizer, muito.

Então aparece, nessa gramática maravilhosa que tem a Língua Portuguesa, a hisória desses "RE's."
reinventar, recomeçar, reconciliar, repaginar, reviver, reconstruir ...
RECUPERAR tudo aquilo que você vê indo embora.

A culpa é de quem? Aí é que tá.
Não tem que ter um culpado pra tudo.
É DE NINGUÉM , tá decidido.
A solução é fácil e complicada. É um monte de paradoxo.
Igual já dizia aquele moço, o menino Camões.
Igual cantava aquele outro garoto, o Russo.
Igual eu tô sentindo.

Boa noite.

Um comentário:

  1. Olá, Paula...
    Navegando pela internet, achei este seu espaço...
    Olha, muito bom o seu blog, suas idéias, sensibilidade e seu bom gosto...
    Parabéns pelo trabalho! Estou te seguindo.
    Saudações,
    EDU (http://edurjedu.blogspot.com)

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